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Blogue destinado às actividades de Língua Portuguesa do 2º ano do CEF de Instalação e Operação de Sistemas Informáticos da Escola Básica e Sec. Dr. Pascoal José de Mello em Ansião.
Conheçamos agora a época de Camões para melhor compreender a génese d'Os Lusíadas.
Para tal, visualizemos esta apresentação realizada por uma professora de LP, que constitui um trabalho muito completo de contextualização do autor e da sua obra.
Vão assistir a dois vídeos que revelam os principais dados biográficos do autor e da sua obra épica, lírica e dramática. O primeiro é um trabalho realizado por alunos que descreve a vida de Camões de forma breve, mas essencial.
O segundo é um excerto do programa da RTP «Grandes Portugueses» que descreve não só alguns aspectos biográficos do poeta, incluindo partes do filme «Camões» de Leitão de Barros, como também faz referência a episódios e a passagens importantes d'Os Lusíadas, através de vozes que estudam e cantam Camões...
Ouçam e observem com atenção para poderem, em seguida, resolver o exercício de compreensão oral com o preenchimento das informações pedidas(devem copiar os tópicos para Word, preencher e enviar para o e-mail).
1- Datas prováveis do nascimento: 2- Locais prováveis do nascimento: 3- Estudos: 4- Razão da ida para Lisboa: 5- Pedido ao rei D.João III: 6- Razão provável da perda do olho direito: 7- Motivo da prisão em Lisboa: 8- Castigo régio (ou desejo próprio?): 9- Local onde redigiu a maior parte d'Os Lusíadas: 10- Acontecimento no regresso a Goa: 11- Local onde viveu em condições miseráveis: 12- Data e local de falecimento: 13- Local actual do sepulcro: 14- Maior obra de Camões e de Portugal: 15- Objectivo d'Os Lusíadas: 16- Outros géneros a que Camões se dedicou: 17- Benefícios da viagem para a Índia: 18- Principais traços de carácter: 19- Camões enquanto "ideal renascentista": 20- Episódios d'Os Lusíadas mencionados no vídeo 2:
Estamos prestes a iniciar uma grande aventura... uma aventura marítima, mitológica, histórica, através da leitura de uma das obras mais belas e ricas de todos os tempos: Os Lusíadas. Esta é uma obra que todos os portugueses devem conhecer, pois descreve-nos, representa-nos, traça um retrato do Portugal da época do seu autor, um retrato de valentia e heroísmo.
A este respeito, escreve Manuel Alegre,
«A minha primeira relação com Camões foi uma relação de culto. Dizer Camões era a mesma coisa que dizer Poesia e dizer Portugal. Meu pai explicou-me que as figuras máximas de outros povos eram reis, santos, guerreiros. A nossa era um poeta. -Um país não se faz só com vitórias militares - dizia ele. Faz-se com livros. O território pode ser ocupado, um livro como Os Lusíadas não. Mesmo quando perdemos a independência, não deixámos de ser nós mesmos nem de falar a nossa língua. Já tínhamos Os Lusíadas. E um povo que tem um livro assim nunca deixa de ser um povo soberano. É o nosso bilhete de identidade, é o nosso livro. E dizia "o nosso livro" com os olhos húmidos, como se fosse o livro sagrado dos portugueses.»
Manuel Alegre, Barbi-Ruivo - O Meu Primeiro Camões, Lisboa Ed. Dom Quixote, 2007 (ilustrações de André Letria)
É claro que não vamos estudar todo o texto, mas uma selecção de excertos/episódios que traduzirão o génio de Luís de Camões e vos permitirão reconhecer o seu estilo inconfundível. Tendo em conta a complexidade de algumas passagens, ser-vos-ão fornecidos outros textos de versões adaptadas aos jovens da autoria de outros escritores portugueses como João de Barros e José Jorge Letria. Estarão também à vossa disposição variados recursos multimédia para alargarem o vosso conhecimento sobre o autor, o contexto histórico-cultural e a própria obra e também a vossa capacidade de interpretação.
No final deste módulo, espera-se que detenham as seguintes competências:
Conhecer (ainda que parcialmente) uma obra fundamental da literatura portuguesa.
Perceber a especificidade do texto narrativo épico.
Conhecer aspectos gerais da biografia de Luís de Camões.
Reconhecer aspectos gerais do contexto histórico-cultural de Camões.
Identificar os temas fundamentais tratados na obra estudada.
Identificar a estrutura interna e a estrutura externa da obra.
Distinguir os diversos planos da obra.
Analisar criticamente os episódios seleccionados.
Interpretar competentemente os textos estudados, identificando alguns dos recursos expressivos utilizados pelo poeta.
Desenvolver competências fundamentais da Língua Portuguesa.
Espero que embarquem nesta aventura como verdadeiros heróis, como os que vão conhecer...
Proponho-vos agora uma actividade diferente: a partir deste Mapa de Conceitos elaborado por um colega vosso de outra escola sobre o Auto da Barca do Inferno, elaborem, em grupos de dois, uma Mapa de Conceitos semelhante, mas por "cena", apoiando-se nas sínteses que acompanham os questionários das cenas.
Para começar, devem fazer o download do programa C-maps, a partir deste link; depois devem seleccionar os conceitos-chave da cena escolhida por grupo, a saber:
Américo e Tiago: Fidalgo e Onzeneiro Ivo e Daniel Mineiro: Sapateiro e Parvo Catarina e Daniela: Parvo e Frade Rafael e Liliana: Alcoviteira e Judeu Daniel Freire e Rui: Enforcado e Quatro Cavaleiros Vanessa: Introdução
Para consolidar o estudo da obra de Gil Vicente, vão hoje realizar duas actividades interactivas que encontram na barra lateral, denominadas de «Actividades Interactivas sobre Gil Vicente e o Auto da Barca do Inferno»: Hotpopatoes da leitura integral e das personagens. Coloquem as vossas pontuações numa caixa de comentário, por favor.
Terminada a leitura do Auto da Barca do Inferno, resta-nos a interpretação da última "cena" do texto. Para tal, e após as explicações dadas na aula, deverão responder a estas questões.
É importante que leiam este breve texto sobre as Cruzadas, para vos ser mais fácil contextualizar a "cena":
Espírito de Cruzada
O espírito de cruzada corresponde, por um lado, aos interesses do rei de Portugal, mas é também (e talvez sobretudo) um impulso cultural e religioso que se enquadra na mentalidade da época. Hoje, essa atitude custa a entender, à luz de valores modernos e humanistas. Mas, num século ainda fortemente influenciado pelo legado medieval, lutar "contra os mouros" era uma espécie de destino e de obrigação dos cristãos.
Fonte: Língua Portuguesa CEF, Porto Editora
SÍNTESE DAS INFORMAÇÕES DA CENA (resposta ao questionário)
Os Quatro Cavaleiros
Símbolos Cénicos:
- hábito da ordem de Cristo
- espadas
Tipo:
- cruzados
Argumentos de Defesa:
- dizem que morreram a lutar contra os mouros em nome de Cristo
Quando chegam ao cais chegam a cantar. Essa cantiga mostra:
- aos mortais que esta vida é uma passagem e que terão de passar sempre naquele cais onde serão julgados
Os destinatários desta mensagem são:
- os mortais
- os Homens pecadores
Nessa cantiga está contida a moralidade da peça porque:
- fala da transitoriadade da vida
- fala da inavitabilidade do destino final
- fala do destino final que está de acordo com aquilo que foi feito na vida Terrena
Os cavaleiros não foram acusados pelo Diabo porque:
- merecem entrar na barca do Anjo
- morreram a lutar pela fé cristã, contra os infiéis, o que os livrou de todos os pecados
- esta cena revela a mentalidade medieval da apologia do espírito da cruzada